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O FLAGRANTEBlogPOLÍTICAOs defensores da estratégia do MPLA e do Governo

Os defensores da estratégia do MPLA e do Governo

Ao longo do ciclo de governação do presidente João Lourenço surgiram figuras que se destacaram, dando explicações à sociedade, sobre os vários momentos da acção partidária e governativa. Deixá-los de fora, no novo ciclo político – partidário e governamental seria “má ciência” como afirmou ao Novo Pungo a Ndongo fonte bem colocada na estrutura do MPLA.

Um alto dirigente do MPLA disse que, “mesmo em momentos em que tudo parecia muito complicado, estas figuras surgiram ripostando de forma eloquente e positiva a cada bateria de criticas”. Por isso, aconselha que o presidente do MPLA , ou a vice- presidente não devem, no âmbito da estratégia do partido e da renovação do Comité Central anular a entrada de militantes que na linha da frente deram voz aos actos do Presidente, enquanto Chefe de Estado. Esta observação de um militante de proa do MPLA que, por uma questão de “disciplina partidária”, preferiu o anonimato. A fonte foi feita à margem do discurso sobre o Estado da Nação, na passada quinta-feira, 15.

Mas de acordo com esta figura, que chegou a um dos mais altos cargos na manobra do partido, no confronto político e na interpretação das acções do Presidente João Lourenço, ou na ajuda e esclarecimento dos feitos governativos, “acalmaram incompreensões no debate público”.

Este contacto cita mesmo entidades como Joaquim Jaime, Bali Chionga e Eugénio Clemente, que no espaço público, deram a cara pelo partido e pelo Governo.

“É na estrutura do partido, onde devem estar aqueles que se identificam sem medo”, disse, acrescentando que foi João Lourenço que em 2017 lançou o desafio de encontrar no seu mandato novos ‘generais para a paz e o desenvolvimento’. Logo (numa referência a Joaquim Jaime, Bali Chionga e Eugénio Clemente), não é justo que sendo militantes, como são, fiquem de fora de um Comité Central em renovação de mandatos.

“Seria má ciência estarem de fora. Estes, deram a cara ao longo dos últimos nove anos de mandato do Presidente da República e do MPLA, quando era ‘apedrejado’ e ‘ultrajado’ até mesmo nas redes sociais. Não vimos membros do Comité Central ou do Bureau Político a dar a cara em defesa do líder”, destacou, referindo que ” ser militante não e pôr camisa, ou camisola e estar no CAP, ou na sede do partido e não ter capacidade de enfrentar a sociedade e ajudar a esclarecer no debate da vida pública as acções do partido e do Governo.

Indicou, por isso que, “se na TVZimbo Balí Chionga suportou tudo, mas nunca deixou de defender o líder e o Estadista, na TPA, Joaquim Jaime e Eugénio Clemente deram provas que dispensam comentários”.

A par destas figuras, o mesmo contacto acha que pelo seu desempenho e capacidade intelectual demostrada, indivíduos que se destaquem na sociedade civil, não deveriam estar de fora do próximo ciclo da governação.

Como figura da sociedade civil, destacou o advogado David Mendes que, ao longo da sua trajectória, sempre esteve ao lado dos mais desfavorecidos.

Como líder da Associação Mãos Livres, em 2013, apresentou um relatório sobre a corrupção na mais alta esfera do poder. Este relatório, ‘Fraude em altas posições – o contrato corrupto da dívida pública de Angola à Rússia ‘, onde se faz denúncia de actos de corrupção explicitos de antigos colaboradores directos do finado Presidente José Eduardo dos Santos, entre os quais Joaquim David, e Manuel Vicente (antigos gestores da petrolífera Sonangol), Pierre Falcon, Arcadi Gaidamak, entre outros. O documento extremeceu o Governo de então. Mas o advogado, na maior tranquilidade, apresentou provas.

In Novo Pumgo a Ndongo

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