𝗜𝗻𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗴𝗮ção: 𝗖𝗶𝗱adão libanês 𝗮𝗰𝘂𝘀𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗹𝗶𝗱𝗲𝗿𝗮𝗿 𝗴𝗮𝗻𝗴𝘂𝗲𝘀 𝗲𝗺 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮

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Um cidadão libanês que actua em Angola como empresário do sector da restauração, está a ser acusado de liderar um gangue de estrangeiros que praticam, alegadamente actividades que atentam contra a segurança pública no país. Trata-se de François Assaker, descrito como membro desestabilizador da comunidade libanesa em Angola.

Fontes deste jornal revelam que o empresário que tem uma rede lanchonetes em Viana e no Zango, tem vindo a intimidar os membros da sua comunidade, alegando ter “grandes influências” junto dos órgãos de defesa e segurança, sentindo-se desta forma como um “intocável”.

Avançam os denunciantes, que o empresário provoca deliberadamente conflitos no seio da comunidade libanesa para depois surgir publicamente como “salvador”, gabando-se com frequência de ter relações muito estreitas com homens fortes da secreta angolana e que goza de protecção especial destes. François Assaker, proprietário do grupo de Restaurantes e Pizzaria Ferrari, é acusado pelos seus conterrâneos de difamação, chantagem e cobertura ao tráfico de drogas, com auxílio de um amigo jornalista difundem injúrias, contra outros cidadãos libaneses com objectivo de obter vantagem financeiro.

A razão, acrescenta a fonte que temos vindo a citar, é a obtenção de dividendos financeiros, ganhar protagonismo e a dissimulação de actividades ilícitas, como tráfico de droga desenvolvidas através da sua equipa e à posterior surgir como mediador e “salvador” das inverdades publicadas.

Para sustentar essas denúncias, apontam como exemplos, alguns casos de alegadas campanhas difamatórias orquestradas, como o caso de Omar Youssef Zeinéddine – Alvo de calúnias associadas à empresa Sonit Internacional e à empresa Fox Strot(dedicada à venda de armas e munições em Luanda), assunto amplamente difundido nas redes sociais.

Caso Moussa Jamal Srour terá sido acusado através de uma denúncia anónima, de envolvimento no contrabando e na disseminação da droga sintética Captogon em Angola. A motivação por trás da difamação contra Moussa Jamal radica no facto de este ser um chefe de cozinha de prestígio internacional que abriu o Restaurante, Padaria e Pastelaria Prince no Zango 1.

A localização do estabelecimento, situado em frente à Pizzaria Ferrari, gerou forte rivalidade comercial por parte de Assaker, que interpretou a iniciativa como uma provocação susceptível para acabar com a concorrência retirando a clientela do seu concorrente.

A actuação do grupo inclui ainda a detenção ilegal e o cárcere privado do cidadão libanês Deeb Hijazi Moussa, nas instalações do SIC, acção executada com o apoio de comparsas integrados naquele.
Segundo conta a fonte, a vítima só foi libertada após o pagamento de seis milhões de Kwanzas ao grupo.

Adicionalmente, O FLAGRANTE apurou que François Assaker é proprietário de uma quinta na zona de Mazozo, província do Icolo e Bengo, onde opera um campo de tiro ilegal. O espaço é utilizado pelo empresário, pelos seus comparsas e por amigos para a prática não autorizada de tiro ao alvo e caça desportiva furtiva.

François Assaker é igualmente acusado de uso indevido do nome de altas figuras do aparelho do Estado, para de forma desmedida praticar actosilícitos que, entretanto constituem atentado directo à credibilidade das instituições e à segurança pública do país.

François nega as acusações

Em reação às acusações que pesam sobre si, François Asseker, falou para O FLAGRANTE, justificando ponto a ponto.

O empresário começou por desvalorizar as acusações sobre a existência de uma suposta gangue, dizendo que a acusação não têm qualquer fundamento.

Françóis Assaker vai mais longe e afirma que as acusações de que é alvo, visam apenas atingir o seu “bom nome” é reputação empresarial que construiu ao longo dos 20 anos que trabalha em Angola.

Relactivamente ao caso da suposta detenção de Deeb Hijazi Moussa, esclareceu que o cidadão em causa, foi detido pelo Serviço de Investigação Criminal por estar envolvido numa rede de clonagem de cartões multicaixas que subtraiu cerca de 20.000.000,KZ (vinte milhões de kwanzas) das contas de um cidadão em 2019.

Avança que os seis milhões a que o Moussa faz referência, foi pago como parte do prejuízo causado (primeira prestação) para posterior ser liquidado outra parte como condição para estar em liberdade.

Por outra, François Asseker admite que é proprietário de uma quinta na província do Icolo e Bengo, porém, nega o facto do seu espaço ser transformado em campo de aulas de tiro, apesar de reconhecer que algumas vezes já usou para instrução dos seus funcionários de uma empresa de segurança privada, outro sector que actua, além de investir também no sector de venda de armas de fogo.

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