Luanda acolheu a criação da Associação das Empresas Mineiras e Metalúrgicas Chinesas em Angola, uma organização sem fins lucrativos constituída por 14 empresas que desenvolvem actividades nos sectores da mineração e da transformação de minerais.
A associação foi constituída em conformidade com os requisitos da Embaixada da China e do Governo angolano e reúne todos os seus membros que prestam serviços em toda a cadeia destes sectores, desde a extracção à transformação.
O presidente da associação, Jin Yesheng, explicou que a organização vai focar-se na mineração e na metalurgia, unindo esforços para reforçar a cooperação entre a China e Angola nestes sectores.
“Vamos também contribuir para a criação de mais empregos para a população e apostar muito na segurança da produção. São estes os objectivos que a associação vai sempre prosseguir”, afirmou.

Para Linda Li, a criação da nova associação é motivo de grande alegria para a Câmara e para a comunidade angolana.
“Vai ajudar muito a atrair novos investidores chineses para o sector industrial, pois chegou o momento da grande indústria. Ultimamente, temos recebido várias delegações chinesas que vêm à procura de oportunidades de investimento, especialmente no sector industrial. Com esta plataforma agora criada, vai ser mais fácil para os novos investidores chineses virem procurar oportunidades no sector”, disse.
A riqueza mineral de Angola, com destaque para o cobre e o ferro, pode sustentar a actividade mineira e metalúrgica e aumentar a transformação no país, com responsabilidade ambiental.
Segundo dados avançados durante o acto, as empresas associadas representam um investimento de cerca de 2,5 mil milhões de dólares e mais de 10 mil empregos directos.
Presente na cerimónia, o Secretário de Estado para a Indústria, Carlos Rodrigues, destacou quatro prioridades para o sector:
Aumentar a transformação de recursos no país, com articulação entre a mineração e a indústria e cooperação entre os departamentos competentes.
Apontou também a necessidade de reforço da formação e valorização dos trabalhadores angolanos, através da capacitação e de parcerias com instituições de ensino.
A nova associação assume-se, assim, como uma plataforma para reforçar a cooperação sino-angolana, promover o investimento, a formação e a transformação local dos recursos minerais.





